O Comitê Executivo do Eco Invest Brasil, composto por representantes dos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, homologou, na última semana, o resultado do 5º Leilão do Programa. A rodada recebeu 23 propostas de seis instituições financeiras (IFs) que somaram uma demanda de R$ 181,3 bilhões entre fundos de inovação e crédito corporativo. Desse montante, R$ 49,95 bilhões foram homologados e serão mobilizados para investimentos em seis cadeias produtivas vinculadas à inovação e à transformação ecológica no país, por meio de fundos, crédito corporativo e recursos não-reembolsáveis.
As instituições financeiras selecionadas serão responsáveis pela constituição dos fundos de inovação voltados a projetos das cadeias elegíveis e pela oferta de crédito corporativo. As linhas de crédito seguirão o modelo dos leilões anteriores, com financiamento direto às empresas prontas para ampliar sua produção. Como contrapartida, os bancos também deverão destinar recursos não reembolsáveis à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo de base tecnológica.
Entre os destaques, circularidade de resíduos minerais e industriais para insumos reuniu o maior volume, com R$ 11 bilhões em potencial de investimento. O Bradesco foi selecionado para constituir o fundo dessa cadeia e também venceu nas áreas de fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas, com R$ 9 bilhões, e de biomateriais e química verde, com R$ 8,5 bilhões.
