Além dos leilões de novas concessões, os governos discutem hoje cerca de R$ 150 bilhões de investimentos que poderão ser incluídos em concessões existentes por meio de aditivos contratuais, em troca de compensações como pagamentos ou extensão dos contratos. Esses novos modelos refletem um amadurecimento do setor de infraestrutura nos últimos anos.
No governo paulista, há R$ 40 bilhões de novas obras em discussão com operadores de rodovias – por exemplo, a construção da terceira pista da Imigrantes, com a Ecorodovias, e novas intervenções na Autoban e na SPVias, da Motiva (ex-CCR). Outros R$ 30 bilhões estão sendo debatidos com concessionários de metrô – poderão ser incluídas novas estações na linha 5-Lilás, também operada pela Motiva, e na linha 6-Laranja, da Acciona.
Em rodovias, o ministério também mantém conversas com seis concessionárias para fazer repactuações que poderão viabilizar R$ 50 bilhões. Nestes casos, há novas obras que seriam adicionadas, mas também a resolução de conflitos do passado, para destravar investimentos não realizados. Essas resoluções ampliam o grau de maturidade do mercado e trazem mais segurança às concessões brasileiras.
