O Brasil chegou em 2024 pela primeira vez no grupo de países com desenvolvimento humano “muito alto”. De acordo com relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) foi de 0,805 (o valor varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano). Os resultados foram calculados a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando três indicadores: longevidade, taxa de escolaridade e renda da população.

A série temporal analisada a partir de 2012 mostra que o IDHM Brasil cresceu de 0,744 para 0,805 em 2024, atingindo não apenas seu maior valor, mas colocando o País na faixa de “muito alto” desenvolvimento humano. Para atingir a faixa “muito alto”, é preciso estar acima de 0,800. Esse crescimento ocorreu a despeito da diminuição do IDHM nos anos de 2020 e 2021, reflexo dos impactos gerados pela pandemia da covid-19. No período da pandemia, todos os Estados brasileiros tiveram queda do IDHM, com o País registrando uma retração de 2,4% de 2019 para 2021.
O País, no entanto, ainda é marcado por desigualdades regionais. Na Paraíba, por exemplo, 59,1% da população com 18 anos ou mais tem o ensino fundamental completo. No Distrito Federal, esse porcentual sobe para 83,3%. A renda domiciliar per capita no Maranhão é de R$ 482,46, enquanto no Distrito Federal é de R$ 1.465,10.

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