Nos fóruns, eventos e leilões de infraestrutura, a sensação geral há algum tempo é de entusiasmo. Mas o que vem sendo chamado de novo ciclo do setor não está mais só no discurso de empresários e autoridades, ele já aparece nos balanços das empresas. Os gigantes de infraestrutura em atuação no Brasil, como Sabesp, Axia (antiga Eletrobras) e Motiva (ex-CCR), estão acelerando seus investimentos no país. Levantamento com companhias de saneamento, energia, rodovias e ferrovias mostra um salto relevante de capex (capital investido em construção, ampliação e modernização) nos últimos anos.

Esse é o pano de fundo que explica o entusiasmo de empresários e lideranças do setor com o atual ciclo. O salto nos investimentos não é um fenômeno isolado de empresas específicas, nem decorreu de “geração espontânea”. Há um processo de amadurecimento que durou quase dez anos. Com ajuda do setor, o Brasil tem visto os investimentos crescerem mais do que o consumo desde 2024. Nos últimos dois anos, a formação bruta de capital fixo (FBCF) avançou acima do consumo das famílias, com alta de 7,3% em 2024 e de 2,9% em 2025, ante 4,8% e 1,3%, respectivamente

Isso faz bem para o crescimento sustentável da nossa economia no longo prazo.

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