A produção industrial brasileira cresceu menos de um terço do observado na média da indústria global, no terceiro trimestre de 2025, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), feito com base em dados da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido, na sigla em inglês). No levantamento, a atividade industrial no país cresceu 0,2% no trimestre encerrado em setembro de 2025, ante o segundo trimestre do ano passado. No mesmo período comparativo, a indústria global manufatureira mostrou alta de 0,7%, na produção. Ante o mesmo trimestre do ano anterior, o quadro foi pior. Enquanto a indústria global mostrou alta de 3,9%, a indústria no Brasil teve queda de 0,6% na produção.

A queda do Brasil no ranking da indústria global é um sinal preocupante de fragilidades estruturais que vêm sendo adiadas há décadas. Ela revela não apenas a perda de competitividade frente a economias mais inovadoras, mas também os efeitos de gargalos crônicos como a infraestrutura deficiente, burocracia excessiva, ambiente com baixa segurança jurídica e instabilidade nas políticas industriais. Sem investimentos consistentes em tecnologia, qualificação da mão de obra e integração às cadeias globais de valor, o país corre o risco de se consolidar como exportador de produtos de baixo valor agregado.

Reverter esse cenário exige uma estratégia de longo prazo que trate a indústria como eixo central do desenvolvimento econômico, e não como um setor secundário. O Brasil possui a segunda maior reserva de minerais raros do mundo e tem potencial para liderar a transição energética global. Mas o governo central não tem planos de longo prazo para tirar tudo isso do papel. Acorda Brasil!

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